DC Comics e Warner voltaram a arrebentar: Mulher-Maravilha é incrível!

Olá, como estão por ai?!

Por aqui tudo certinho!

Bom, hoje venho com grande prazer contar sobre a nossa experiência: eu e o Rapha (colaborador daqui do site) fomos apreciar a cabine de imprensa de Mulher-Maravilha.

Venho declarar todo meu encanto por este filme, para mim foi o marco da retorno bem-sucedido das parcerias cinematográficas da DC Comics com a Warner. O filme é porreta!

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Acredito que tem alguns pontos que ajudaram muito nisso, como a escolha de uma diretora (mulher) para liderar um longa-metragem de uma heroína (também mulher). Qualquer ideologia a parte, este fato é de extrema importância para deixar a trama muito natural, sem forçar a barra na exaltação da figura feminina, ou muito menos, torná-la desinteressante ou diminuí-la enquanto super-heroína. A Mulher-Maravilha é incrível e pronto, é Girl Power e ponto! A história dela só precisava ser contada da maneira que é, sem pender a mão para qualquer um dos lados. Foi o que aconteceu!

Outro ponto tão importante quanto a escolha da diretora Patty Jenkins, foi eleger a Gal Gadot como a interprete da mulher mais poderosa dos quadrinhos (na minha opinião!), pois a Gal não tem aquela beleza europeia padrão que estamos acostumados, né?! Ela é morena, com olhos grandes e castanhos, traços angulosos, sobrancelha marcada, um porte grande, conjunto que remete muito mais as Amazonas do que a Lynda Carter, por exemplo.

Estou pontuando tudo isso para dizer que acharam um bom equilíbrio para contar uma história de uma personagem que é maneira e maravilhosa por si só. O filme retrata um pouco da origem da Mulher-Maravilha, inclusive, Warner: rola fazer um longa só sobre as incríveis Amazonas de Themyscira, viu?! E assim, foi possível transmitir toda a essência da personagem que estamos acostumados e ver nos quadrinhos. Os mundos de fantasia e realidade– ambos ficcionais-  foram mostrados com bastante harmonia. Então é encantador ver toda a magia da Ilha do Paraíso e, ainda mais, ver uma mulher tão inocente (no melhor sentido da palavra) e sábia desbravar as belezas e tristezas do complexo mundo dos homens.

Mulher-Maravilha

Para mim realmente o filme é de arrebentar! Tenho quase certeza do sucesso já garantido! Além do mais, a trama é democrática: como disse ali no alto, tudo é contado com detalhes, então, qualquer leigo que nunca leu um HQ da Mulher-Maravilha pode assistir e entender tranquilamente.

Ah, e apesar do filme ser detalhado e longo eu não achei cansativo. As cenas de ação são muito boas, os efeitos visuais são demais!

Juro, estou apaixonada e quero mais Mulher-Maravilha e Amazonas nas telonas!

E qual foi sua experiência, Rapha?!

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Rapha in the house:

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Tudo parecia perdido. A DC Comics havia planejado o seu universo cinematográfico, mas tudo indicava que seria uma tentativa fracassada de fazer algo que a sua rival, Marvel, já estava à anos-luz na frente.

Financeiramente, os filmes não estavam tão mal, embora não com o sucesso esperado, mas a crítica os destruiu, gerando não só a ira dos fãs da editora, como esses questionaram a idoneidade dos críticos, mas o que todos questionaram, era se valeria a pena para a DC continuar seu plano de expansão ou se teria que recomeçar.

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Um grande avanço foi ter contratado Geoff Johns como produtor dos filmes do Universo DC, algo equivalente ao que Kevin Feige faz na rival, mas o que os fãs e o público realmente queriam era um filme, no mínimo, digno de nota.

E finalmente encontraram!

Mulher-Maravilha veio com essa grande responsabilidade: corrigir os erros do passado, em fazer um bom filme de uma heroína-solo dos quadrinhos e em fazer com que a DC não virasse mais piada com seu público.

Mas Mulher-Maravilha não tem a sua importância apenas para o Universo Cinematográfico, mas também com a questão da representatividade feminina, o público feminino pode ver um grande filme (“grande” tanto em orçamento quanto em qualidade) e ter voz em tela.

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O filme é de origem, aqui houve o cuidado em apresentar todo o universo das Amazonas, da heroína em si, com sua infância e aprendizado e até mesmo do contexto histórico da 1ª Guerra Mundial de forma inteligível e sem questionar a inteligência de seu público. E mais do que isso: Mulher-Maravilha consegue contar a história de uma guerra que o público leigo entenda o conflito e amarrar com a trama heroica que ele tem. Foi algo muito parecido com a Guerra Fria em X-Men: Primeira Classe.

Tecnicamente o filme é bem interessante, com uma boa reconstituição de época, boas cenas de ação e até a fotografia transporta seu público para 1918, último ano da guerra e 100 anos antes dos acontecimentos de Batman vs Superman.
Embora sua história em si seja grandiosa, são as pequenas coisas que fazem Mulher-Maravilha ser um grande filme, seja, como na descoberta da heroína do mundo dos homens, onde ela não apenas sai da zona de conforto, mas que seu coração puro não consegue compreender alguma malícia ou maldade que um ser humano normal entenderia. Aqui, Diana é quase uma criança inocente aprendendo sobre a vida.

Palmas também para a diretora Patty Jenkins, que nos entrega um filme feito o com o coração e que tem tudo para se tornar um clássico do gênero e divisor de águas. Quem acompanha a Gal nas redes sociais sabe o carinho que ela tem pela personagem e com os fãs. Ela já havia sido a melhor coisa em Batman vs Superman e aqui em seu filme próprio, ela se consolida como das personagens mais interessantes da atualidade.

Outra coisa que a DC acertou muito foi em não revelar muito em seus trailers. É fato que o 1º ato do filme está todo nos materiais promocionais, mas, por ser uma história de origem, entregou muito pouco, mas o principal, que era o vilão, conseguiram guardar muito bem. Tomara que ninguém vaze spoilers.
Parecia uma tarefa ingrata jogar toda essa responsabilidade toda em um só filme, que, aliás, até dois anos, muitos olharam torto. E independentemente do gênero da protagonista, só queremos ver grandes filmes e este aqui tem duas coisas que não andam muito bem no explosivo verão americano: cérebro e coração.

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Mulher-Maravilha estreia hoje, 01 de junho de 2017. Rapha e eu damos nota:

Nota-do-crítico-5

 

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Nerd: Natalia Contave

Eu amo histórias! E descobri que eu posso contá-las de várias maneiras. Ao longo da minha narrativa, eu me fiz protagonista como criadora de conteúdo, podcaster, mestra em letras, redatora, roteirista, consultora de escrita, nerd, consumidora de filmes e séries de todos os gêneros, devoradora de livros de ficção e grande apaixonada por vídeos enormes do YouTube, aqui eu denuncio a idade! Hahahaha <3

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