Nostalgia: Os 15 anos de Um Duende em Nova York

Elf2Os filmes natalinos estavam sumidos do grande radar de Hollywood, mas não deveriam. Como não se lembrar dos bons momentos em que juntávamos a família e víamos as reprises de Esqueceram de Mim ou que sempre nos comoviam as cenas inesquecível de A Felicidade Não se Compra, só para citar os exemplos mais famosos.

Mas desde O Expresso Polar, de um distante 2004, que os estúdios não investiam em filmes sobre o Natal, até chegar este ano, com a animação O Grinch e os filmes da Netflix, como Crônicas de Natal, com Kurt Russell.

E um dos últimos filmes genuinamente sobre o Natal chegava aos cinemas em 2003, sem fazer muito barulho, dividindo a crítica, mas que não demorou muito para se tornar cultuado e amado.

Um Duende em Nova York começa quando o próprio Papai Noel entrega presentes a um orfanato, sem saber que estava entregando um bebê do nosso mundo ao Polo Norte, o nosso protagonista, Buddy, papel de Will Ferrell.

Elf5Mas Buddy descobre que é um humano e parte em busca de seu pai biológico, Walter, papel de James Caan, um empresário de Nova York e um legítimo homem dos negócios. Buddy acaba caindo na Big Apple e passa por situações hilárias, como confundir os botões do elevador com uma árvore de natal, além de seu visual excêntrico para uma grande metrópole.

Quem dirige o filme é Jon Favreau, que anos depois dirigiu Homem de Ferro 1 e 2, Mogli – O Menino Lobo e que assumiu a direção do live action (ou não!) de O Rei Leão, que irá estrear em julho de 2019.Elf3

Aqui ele já demonstrava como seria seu estilo de direção: com o foco nos personagens e na humanidade deles, seja uma animação ou um filme de super-heróis.

E reparem na dualidade entre o mundo “real” e o mundo do Natal: vemos o quanto nosso mundo é gigante, mas, principalmente, o quanto somos materialistas e de como precisamos “sair da caixa” de vez em quando, ainda mais no agitado mundo dos negócios, sobretudo na figura de seu pai, um homem de negócios frio e calculista, mas que esconde uma grande pessoa.

Elf4Quem for assistir ao filme hoje e tiver apenas a visão técnica de hoje, pode achar a direção de arte datada, sobretudo no primeiro ato, mas não há o que discutir do sentimento e esmero para compor o mundo natalino.

Mas independentemente da técnica, a história do sujeito que procura seu pai biológico, mas que é, inicialmente, rejeitado, é atemporal e muitos podem se identificar.

E Um Duende em Nova York não seria o mesmo sem o carisma de Will Ferrell, seja como um sujeito atrapalhado, que lembra uma criança ou como um estranho no ninho em uma terra diferente de sua.Elf1

Se Um Duende em Nova York é um filme que funciona e ainda querido por muitos, o mérito também é de Ferrell.

E não deixem de reparar na presença de Zooey Deschanel em início de carreira, como a doce Jovie e interesse amoroso do protagonista (e os dois têm uma química surpreendente) e na presença de Peter Dinklage, muito, mas muito antes de ele (e nós!) sonhar em fazer o Tyrion em Game of Thrones.

Um Duende em Nova York é dos melhores filmes natalinos da história e que nos volta à infância e inocência que a correria do dia-a-dia, infelizmente nos tira. É inteligente sim e bem produzido, mas, acima de tudo, é para ser visto com o coração.

4 vidas

 

 

Nerd: Raphael Brito

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