Nostalgia: Os 20 Anos de A Múmia

Reassistir A Múmia, este jovem clássico do final dos anos 90, foi voltar à infância/adolescência e aos tempos de locadora: pegar o VHS na sexta e devolver na segunda era o nosso ritual da época e rever cada momento do filme, relembrando as cenas de ação, a história e as piadas, caiu na nostalgia.

Mumia1É impressionante que, ao contrário de suas continuações mais fracas e seu spin off (O Escorpião Rei), este filme sobreviveu ao tempo e ainda tem aquele espírito da época: o de diversão, matinê e de Sessão da Tarde.

Não foi à toa que o filme se tornou uma das maiores bilheterias daquela temporada, isso em um ano tão disputado (1999) com clássicos como Matrix e O Sexto Sentido. Custou 80 milhões de dólares e faturou 415 milhões.

Aqui no Brasil, estreou no meio das férias de julho, levando multidões aos cinemas e chegando no Home Vídeo no final daquele ano, conseguindo também sucesso nas locações.

A Múmia é um remake de um filme de 1932 e, de início, seria um filme mais sombrio, porém, conforme foi sendo concebido, houve mudança de tom e o terror se transformou em uma aventura para toda a família, o que foi um acerto. E embora o filme seja muito comparado com Indiana Jones, foi bem-sucedido, tanto em sua reconstrução de época, quanto no tom de comédia e aventura.Mumia3

O filme começa com um prólogo no Antigo Egito, onde o sacerdote do faraó Imhotep foi amaldiçoado e mumificado após seu envolvimento com a mulher Anck-Su-Namun. Depois somos transportados ao ano de 1926, quando os irmãos Evelyn (Rachel Weisz) e Jonathan Carnahan (John Hanna) descobrem uma importante pista para Hamunaptra, a cidade dos mortos. Para ajudar a irem a cidade perdida, os irmãos chamam Rick O’Connel (Brendan Fraser), um aventureiro americano que conhece a localização da cidade. Ao chegarem, por conta de uma maldição acabam ressuscitando Imhotep, que precisa ser detido o mais rápido possível, antes que se torne invencível.

Mumia4Para quem achou a história confusa, o filme é didático e mesmo o ritmo e a direção de Stephen Sommers não se prendem a detalhes: há uma maldição e um vilão a ser detido. Ponto.

A Múmia pode não ser exatamente perfeito tecnicamente, mas é muito competente, seja pelos seus maravilhosos efeitos especiais, boa reconstrução de época (que mistura CGI com locações reais), uma boa paleta de cores, puxada para o amarelo, que dá uma vivacidade e o calor do Egito, além da trilha sonora afiada de Jerry Goldsmith (vale procurar sobre).

Mas o filme não seria nada sem a química entre Brendan Fraser e Rachel Weisz. Ele nunca foi um grande ator, mas teve carisma de sobra para segurar um blockbuster deste e evitar comparações com Harrison Ford, o nosso Indiana Jones.Mumia2

Seu jeito atrapalhado ajudou a compor seu personagem cômico, assim como seu papel na hilária comédia Endiabrado, de 2000.

Rachel Weisz se saiu melhor na carreira e até vencendo um merecido Oscar em 2006 por O Jardineiro Fiel. Aqui ela faz uma arqueóloga inteligente e perspicaz. Para muitos, ela é a real protagonista do filme (alguém disse “mulher empoderada”?).

A Múmia pode não ser um filme perfeito, muito menos é o filme definitivo de aventura clássica, mas respeita a história e as referências.

Se o filme é lembrado até hoje, o mesmo não pode se dizer de O Retorno da Múmia, O Escorpião Rei e nem precisamos dizer do fiasco filme estrelado por Tom Cruise em 2017.

Deveria ter ficado só neste filme.
4 vidas

 

 

Nerd: Raphael Brito

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