Nostalgia: Os 30 anos de Duro de Matar

Quem está acostumado apenas com os filmes de ação ou de super-heróis de hoje em dia, pode ver Duro de Matar e acha-lo retrô, mas estamos falando de um dos filmes mais importantes do gênero e que inspirou a quase todos os filmes do gênero nos anos seguintes.

Hard2O período era o final dos anos 80, onde o público já não aguentava mais os heróis indestrutíveis e quase invencíveis. Foi preciso trazer um protagonista franzino e o mais próximo da realidade, com seus medos e defeitos.

Foi uma aposta da Fox, pois Bruce Willis, na ocasião, era apenas conhecido pela série A Gata e o Rato e poucos o enxergavam como um astro de ação.

Mas a aposta não só deu certo, como Bruce se tornou um astro nas décadas seguintes e Duro de Matar gerou mais 4 continuações (todas inferiores, embora o terceiro filme seja um filme bacana), gerou moda e uma legião de fãs.

Duro de Matar se passa na época do Natal, onde um policial de Nova York, John McClane, vai de avião até Los Angeles em visita de conciliação à sua esposa, que trabalha em um prédio. Mas, ao chegar lá, o local é tomado por terroristas, liderados por Hans Gruber (Alan Rickman) e John não vê outra saída senão enfrentar o grupo e salvar o local.

Como se vê, a história não tem nenhuma novidade: terroristas invadem um prédio e um policial salva o dia. A diferença está em um equilíbrio entre o momento do lançamento do filme, os nomes envolvidos e as situações além do roteiro e do óbvio.Hard3

John não é um herói indestrutível ou idealista: ele é um humano, cheio de defeitos e vulnerável. Tem medo de avião e a todo momento o público sente o medo por ele.

Hard1E também é mérito da Montagem (indicada ao Oscar) o ritmo alucinante, considerando que toda a ação do filme se passa em apenas um cenário.

John McTiernan, que já havia surpreendido a todos com Predador no ano anterior, acerta em cheio na condução de sua história e na direção de atores, que de nomes desconhecidos, trouxe personagens que entraram para sempre na cultura pop.

Vale destacar também o roteiro de Jeb Stuart e Steven E. de Souza (que anos depois dirigiu o péssimo Street Fighter), que mescla ação, suspense e comédia na medida certa. E o resultado é um filme que acerta em todos os quesitos: a ação é eletrizante (a cena da explosão é marcante até hoje), é um suspense eficiente e muito cômico.Hard4

Reparem no diretor de fotografia: Jan de Bont, que dirigiria Velocidade Máxima, anos depois.

Mas o filme não seria o mesmo sem seu vilão: o saudoso Alan Rickman mostra porque seria um dos grandes atores de sua geração e que fará falta. Ele transmite no olhar toda a tensão de seu vilão e assusta muito. Frio, calculista, elegante e que jamais altera a voz, o filme ganha vida e solta faíscas com Alan em tela.

Duro de Matar é um grande clássico da ação e do cinema como um todo, revelou grandes nomes, vale ser visto ou revisto por todas as gerações seus efeitos práticos botam no chinelo qualquer CGI recente.

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Nerd: Raphael Brito

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