Qual foi o seu VALOR em 2018?

Fim de ano a gente sempre para pra refletir. Não importa se o ano foi bom ou ruim, não importa se você acredita em “mandingas” ou se é o cara mais pé no chão de todos, querendo ou não, você tira um tempinho pra pensar em tudo o que rolou no seu ano.

Assim como 2016, 2018 foi um ano muito importante na minha vida. Em 2016 eu escrevi um texto sobre os anos que insistem em não terminar ou melhor, como você insiste em não mudar. Se você não leu, eu aconselho que leia agora, sério mesmo. Não é porque o texto é meu, mas é muito bom e te fará pensar mais. Não importa qual seja o ano, todo mundo já passou pelo que está lá.

Eu acabei sendo relapso com o ano de 2017, o ano de transição de tudo de “ruim” que tive em 2016 para com tudo que potencialmente começou a acontecer em 2018, e não escrevi nada (mas prometo o fazer).

Como de costume, não falarei sobre algo que eu mesmo não tenha vivido. Então, atenção as palavras, porque se em algum momento você ficar bravo com algo que eu diga, saiba que ninguém pode ter ficado mais bravo comigo do que eu mesmo, quando passei por tudo. E se isso está te incomodando, pode ser um sinal de você começar a valorizar o seu passe.

Depois de me dar conta que eu tinha que passar por mudanças (2016) e efetivamente começar a realizar as mudanças (2017), eu acabei chegando em um lugar não muito confortável que é: agora que eu sei o que quero e o que não quero, como conquistar o que quero? Como fazer as pessoas acreditarem em mim pra conseguir atingir minhas metas?

E o mais difícil disso é perceber que não tem uma maneira certa de se fazer isso. Você apenas faz. A cada dia, faz mais e mais daquilo que gosta, aprende mais, percebe que não sabia tanto e que existem muitas outras pessoas melhores que você. Dorme pensando nisso, acorda pensando nisso, volta a fazer tudo de novo.

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Ao fazer isso, você provavelmente nem percebe o quanto outras pessoas estão te observando, o quanto você está impactando em vidas que você sequer poderia imaginar. Pessoas que se inspiram em você. Pessoas que aprendem com você. Pessoas que torcem por você.  E a gente simplesmente não percebe. Estamos muito mais ocupados nos preocupando com o que não está dando certo, com quem não está nos ajudando, com quem está tentando “atravancar” nossos caminhos.

No umbigo centrismo que me corroía, eu olhava somente para a parte ruim e me esquecia da parte boa. Porque isso é uma lei: se existe algo ruim na sua vida TEM que existir algo bom nela. Se existe fora, existe dentro. Se existe esquerda, existe direita. Se existe amargo, existe doce. Ponto, simples assim. E eu não me dava conta de uma verdade simples: enquanto eu estava esperando que o mundo parasse de me atrapalhar, o mundo estava esperando que eu começasse a ajudá-lo.

Escrevendo este texto agora eu percebo o quanto de humildade me faltava, pois eu achava que era o centro do mundo, que tudo era feito pra prejudicar os meus planos. Eu não entendia porque simplesmente as pessoas não viam como eu era bom (na criação de conteúdo, no marketing digital, no engajamento). E como toda pessoa desesperada, tomei uma ação desesperada: voltar pro mundo que eu conhecia. Era “garantido”, era “fácil, era “o que o mundo queria”.

Mas quando você passa tempo demais querendo algo, aprendendo algo, amando algo, não dá pra esquecer. “Uma vez visto, jamais poderá ser desvisto.”

Voltei a trabalhar por exatos 29 dias com TI. Durante esses 29 dias, eu passava os dias desejando do fundo do meu ser, que aquilo fosse apenas algo provisório para que eu pudesse estar onde eu realmente deveria estar. Veja bem, DEVERIA. Não era somente um querer, era uma necessidade. Sabe o quanto você precisa de ar para respirar? Pois bem, é o quanto eu precisava de geração de conteúdo e interação com pessoas como forma de expressão profissional.

Mas já dizia James Hetfield, vocalista do Metallica, na música King Nothing:

“Careful what you wish
Careful what you say
Careful what you wish
You may regret it
Careful what you wish
You just might get it”

O velho e básico: cuidado com o que você deseja, você pode conseguir.

Pois bem, lembram que eu disse que foram 29 dias? Então, foram exatamente 29 dias. Em uma das coisas mais bizarras que já me aconteceram na vida (e nem vale a pena ficar dando detalhes), em exatos 29 dias eu fui mandado embora. E acredite, eu tenho consciência de quando sou um bom ou mau profissional, e eu não havia feito NADA (naquele lugar) que justificasse aquilo. Mas, eu desejava no meu âmago, não estar lá. Eu consegui.

fuck_youComo você pode imaginar, eu me revoltei com o mundo (de novo). Como assim além de não me dar a chance de fazer o que gosto, ainda não me deixa fazer o que sei que sou bom por mais de 20 anos, pra pelo menos garantir meu sustento? Vai ser foder mundo!

 

“Volta o cão arrependido, com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas.”

Voltei com empolgação ZERO a procurar vagas. Mas o que manteve são, durante as 2 semanas seguintes que se seguiram (e pra falar a verdade desde o começo do ano de 2016 até o momento) era gerar conteúdo. Falar com as pessoas, demonstrar paixão em encontrar lições em livros, séries, filmes.

E no dia que eu estava para marcar 3 novas entrevistas na área de TI, uma janelinha do Messenger se abriu. Uma pessoa que eu não via há cerca de 5 anos (oi sumido!) e que nem nos meus mais remotos sonhos eu poderia imaginar que acompanhava o meu trabalho.

A mensagem dizia mais ou menos o seguinte: acompanho o seu trabalho (do Novo Nerd e marketing digital) e acho que tem tudo a ver com o que está sendo feito aqui na SKY. Estamos com uma programa de parceria e gostaria de te convidar pra vir aqui conversar.

Algumas trocas de conversas depois, eis que vem o que eu realmente não esperava: pra falar a verdade, tem uma vaga aqui que eu acho que é a sua cara. Quer tentar?

Eu não vou nem entrar em detalhes porque esse texto já está deveras muito maior do que eu queria, mas pra resumir: quando eu fui fazer a conversa de parceria E a entrevista, eu havia negado as outras 3 entrevistas pra TI. Sai da SKY com a sensação de que eu IA trabalhar lá e de que alguma maneira isso iria ser bom pro Novo Nerd. Aliás, com a sensação de que DEVERIA trabalhar lá.

Hoje eu trabalho com alguns dos profissionais mais incríveis da área de digital no dia a dia, além de ter contato direto e participar de ações do Marketing da empresa.

Percebo que eu supervalorizava o meu passe ao mesmo tempo que me desvaloriza. Percebo que o pé na bunda dado com 29 dias, foi a MELHOR coisa que me aconteceu em 2018, pois se isso não tivesse acontecido, eu provavelmente teria negado a proposta da SKY com medo de ser algo mais “incerto”.

As coisas nunca são como nós achamos que elas são.

Elas (as coisas) e pessoas tem o VALOR que você dá a elas, inclusive, a você mesmo.

O engraçado é como isso tudo caiu feito uma bomba na minha cara durante a palestra de Terrence Masson no Pixel Show 2018, onde ele ensinou 2 coisas: O Fracasso é Bom e Seja Melhor do que Todos Os Outros. Leia o post, vale muito a pena.

E isso é a vida meus amigos, perceber que a cada ano, você não sabe nada! Mas o que importa é seguir o conselho da Dory:

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Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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